Hoje é o último dia desta semana. A partir de amanhã terão outro padre mais “fresquinho”. Ao recordar o dia apetece-me dizer erradamente que este foi marcado pelo que deixei de fazer. Deixem-me explicar melhor: ficaram mais pessoas por atender do que aquelas que, de facto, pude conversar; faltei ao encontro da vigararia em Mafra com os outros padres e o senhor bispo; não pude estar presente a concelebrar na missa da igreja paroquial em que celebrámos de forma mais solene a festa de São Josemaria Escrivá, modelo de santidade para os sacerdotes; por último, também não fui à vigília de oração pelos que vão ser ordenados no próximo domingo (costumo chamá-los os meus colegas de curso pois entraram no seminário no mesmo ano que eu, eles seminaristas e eu padre). Recordo-me daquelas palavras de Jesus a Pedro em que lhe diz qualquer coisa como isto: dias virão em que outros te levarão para onde não queres…
Claro que, no fim de contas, o que realmente interessa e faz parte de nós é o que vivemos. E hoje também foi um dia cheio e marcado por sinais extraordinários da graça de Deus.
Depois da missa da manhã na igreja paroquial, os habituais atendimentos e confissões o resto da manhã. No almoço tive a oportunidade de estar com padres amigos, num encontro há muito esperado. Deu par meter a conversa em dia, e ajudarmo-nos mutuamente nos desafios pastorais de cada um e de todos, nomeadamente o que fazer neste Ano Sacerdotal.
A tarde foi repleta de atendimentos, o mais variado possível, quanto à forma (telemóvel, mail, colóquio…) e ao conteúdo (boas e más notícias, confissão, resolver problemas práticos…). No final, celebrei missa noutra paróquia vizinha na igreja de Alvide.
A noite foi uma noite de noivos! Começou por uma mensagem sms em que me deram a notícia de um pedido de casamento de dois amigos, continuou com um atendimento de um casal que se prepara para casar a curto prazo, terminando com um jantar e uma noite bem passada com um casalinho querido. Assim de repente, o primeiro casal que fui acompanhando ainda antes de namorarem, depois ao longo do seu namoro e terminando agora nesta fase linda.
Não sei como treminar estas “crónicas”… Não estou habituado a comunicar desta maneira. Espero que, de facto, seja tudo para glória de Deus e que possa ser útil para alguém se aproximar um pouco mais d’Ele e da sua Igreja.