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Paróquia de Nossa Senhora da Assunção e Ressurreição de Cristo
Rua dos Navegantes, nº49
2750-445 - Cascais

Tel: 21 484 74 80
Fax: 21 484 74 82
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Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção


Situada na proximidade do Forte da Cidadela e do antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade, a matriz de Cascais, sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção, é muito antiga. A gravura de Brau, datada de 1572, tem assinalada já uma igreja no local. Há conhecimento de o culto ter passado, em 1671, para a capela do Socorro - antecedente da actual Igreja dos Navegantes – por motivo de uma campanha de obras de restauro e beneficiação geral. Em 21 de Dezembro de 1681 é reaberta ao culto.
O terramoto de 1755 provocou bastantes estragos na igreja principalmente na zona da fachada e do coro-alto, impedindo o seu funcionamento normal. O culto passou a ter lugar na pequena capela de Nossa Senhora da Nazaré – da antiga Casa dos Falcões. Tendo sido destruída também a igreja da Ressurreição de Cristo, situada à entrada da vila, passa a existir uma única freguesia englobando as duas anteriormente existentes, tendo a paroquial aglutinado os dois nomes – Paróquia de Nossa Senhora da Assunção e Ressurreição.
As obras de recuperação da igreja prolongaram-se até ao século XX sendo a mais recente campanha de obras datada de 2009-2010.
A 15 de Maio de 2010 foi inaugurada no Largo, junto à igreja, a magnífica escultura do Beato João Paulo II, da autoria de Alves André.

Descrição

A igreja é de planta longitudinal, de grande simplicidade exterior. A fachada principal, voltada a ocidente, é composta por 3 corpos separados por pilastras de cantaria. O corpo principal tem um portal de verga recta com um ático triangular, e 3 janelões, iluminando o coro-alto, o central diferenciando-se pelo remate em verga curva destacada. As 2 torres sineiras laterais, de secção quadrada, estão rematadas por cobertura piramidal.
O interior da igreja é amplo e claro, com uma componente ornamental muito rica, articulando o revestimento azulejar com a talha dourada e pintura.
Logo à entrada do lado direito, o baptistério apresenta as paredes e a abóbada revestida de azulejo policromo de motivos geométricos, um painel de azulejo com a representação de São Pedro na parede frontal e a pia baptismal em pedra, circular, decorada com estrias.
O coro-alto, adossado à face interna da fachada, apresenta guarda em balaustrada de madeira assente em amplo arco abatido e cobertura em abóbada de aresta.

A nave tem cobertura em abóbada de berço com uma pintura no medalhão central com a Assunção de Nossa Senhora, da autoria de José Malhoa, do início do século XX.
Tem quatro altares laterais em talha dourada no chamado “estilo nacional”.
Do lado direito o altar de São Miguel, da irmandade de São Miguel e Almas. O frontal, datável de cerca de 1640, descoberto durante as obras de restauro do interior entre 1969 e 1973, é notável pela riqueza da composição. Apresenta no plano central três pequenas figuras: São Miguel ao centro numa moldura rectangular, ladeado por 2 medalhões com Almas do Purgatório. A capela do Santíssimo Sacramento, apresenta um retábulo em talha dourada e marmoreada com uma Última Ceia do séc. XVIII da autoria de Pedro Alexandrino. A grade de madeira entalhada, peça de carpintaria nacional, é notável pelo desenho e talha dourada.
Do lado esquerdo, o altar de Nossa Senhora do Carmo e o altar de São Pedro com uma escultura em madeira estofada do séc. XVII, São Pedro na Cátedra, de grande dimensão.
As paredes da nave estão revestidas com painéis de azulejo historiados datados na sua maioria de 1720, com uma composição ornamental de albarradas no registo inferior. Representam cenas da vida de Nossa Senhora, sendo do lado esquerdo, o Nascimento da Virgem, a Apresentação de Nossa Senhora no Templo e Os Esponsais da Virgem. Do lado direito, seguem-se A Anunciação e O Nascimento de Jesus. O último painel, Juízo Final, é mais recente – 1908 - da autoria de Pereira Cão..
A série de telas de Josefa de Óbidos
Acima do silhar de azulejos A igreja matriz de Cascais possui um conjunto de telas da autoria de Josefa de Óbidos (1630-1684), encomendados em 1672-73 para o convento de Carmelitas Descalços de Cascais, que passaram para a igreja matriz após a sua extinção, em 1834. A série de quadros actualmente expostos na igreja formava possivelmente um retábulo.
O conjunto inclui cinco telas com passos da vida de Santa Teresa (1515-1582) – grande reformadora dos Carmelitas –, representando: Santa Teresa, doutora e mística; A Virgem e São José entregam um colar a Santa Teresa, referência a uma visão da santa sobre a fundação de um convento; Santa Teresa diante da Trindade; Transverberação de Santa Teresa, episódio teresiano muito representado; e Santa Teresa, esposa mística, tema menos corrente, que glosa passagens do livro bíblico do Cântico dos Cânticos. Uma sexta tela, com a Sagrada Família, fará também parte deste conjunto.
Além desta série, existem ainda mais duas telas de Josefa de Óbidos: O Menino Jesus Salvador do Mundo e Visão de São João da Cruz, também reformador Carmelita.
O púlpito do lado esquerdo, circular, em mármore é do séc. XVII. O arco triunfal de volta perfeita em cantaria, precedendo a capela-mor, está ladeado por dois altares colaterais de invocação mariana: do lado direito de Nossa Senhora da Conceição, do lado esquerdo de Nossa Senhora das Candeias.
A capela-mor apresenta um retábulo em talha dourada em “estilo nacional” presidido pela imagem de Nossa Senhora da Assunção. A capela está forrada de azulejos policromos semelhantes aos da capela baptismal.
Na capela-mor existem ainda quatro painéis quinhentistas – do primeiro quartel do século XVI – atribuídos ao Mestre da Lourinhã. São quatro pinturas constituindo, muito provavelmente, parte de um retábulo primitivo. É constituído por um díptico com A Anunciação – a Virgem e o Anjo - e dois painéis representando respectivamente O Nascimento de Jesus e A Adoração dos Reis Magos. Trata-se de pinturas em madeira de carvalho, elaboradas segundo o modelo flamengo, de excelente técnica e colorido, consideradas por alguns o elemento artístico de maior relevo desta igreja.
A sala da antiga Irmandade dos Marítimos, com acesso pela capela-mor, é de planta rectangular. As paredes estão totalmente revestidas de azulejos de composição figurativa, um conjunto notável, monocromáticos, azul em fundo branco, provavelmente do monogramista P.M.P. , datados de 1720, encomenda desta Irmandade, segundo a respectiva inscrição: ESTA OBRA MANDARAM FAZER A SVA CVSTA OS IRMÃOS PESCADORES NA ERA DE 1720. Referem-se a passagens do Antigo Testamento: numa clara alusão à omnipotência de Deus e à veneração devida ao Santíssimo Sacramento, a quem era dedicada a Irmandade dos mareantes. São quadros bíblicos de representação invulgar, atribuídos ao Mestre P.M.P. e considerados por alguns os mais notáveis desta igreja.
O exército do faraó coberto pelas águas, e legenda: INGRESSVS EST ENIM EQV ES PHARAO CVM CVRRIBVS, ET EQVITIBVS EJUS IN MARE, ET REDVXIT SVPER EOS DNS AQVAS MARIS: FILII AVTEM ISRAEL AMBVLAVERUNT PER SICCVM IN MEDIO EJUS. exod. cap. 15, 19 – «Os cavalos do faraó, com efeito, entraram no mar com os carros e os cavaleiros, e o Senhor envolveu-os nas águas, enquanto os israelitas passaram a pé enxuto o leito do mar» (Ex 15, 19);
A travessia do rio Jordão com a Arca da Aliança, PER ARENTEM ALVEVM TRANSIVIT ISRAEL IORDANEM ISTVM, SICCANTE DOMINO DEO VESTRO AQVAS EJUS IN CONSPECTV VESTRO DONEC TRANSIRETIS IOSVE c.3 & 4. N.3. – «Israel atravessou o Jordão a pé enxuto, porque o Senhor, vosso Deus, secou diante de vós o leito do Jordão até passardes» (Jos 4, 22-23);
A Queda do Ídolo de Dagón, INVENERVNT DAGON IACENTEM SVP(ER) FACIEM SVAM IN TERRA CORAM ARCA DNI; CAPVT AVTEM DAGON, ET DVAE PALMAE MANVVM EIUS AB(S)CISAE ERANT SVP(ER) LIMEN. 1. Reg. cap. 5. – «Encontraram Dagón estendido com o rosto por terra diante da arca do Senhor; a cabeça do deus e suas duas mãos estavam soltas e jaziam perto da entrada» (antigo I Rs – 1 Sam 5, 4);
O Castigo de Oza, EXTENDIT OZA MANVM AD ARCAM DEI, ET TENVIT EAM: IRATVS INDIGNATIONE DNS CONTRA OZAM SVP(ER)TEMERITATE, P(ER)CVSSIT EVM, ET MORTVVS EST IVXTA ARCAM. 2 Reg. 6-6-7 – «Oza estendeu a mão para a arca do Senhor e susteve-a. Então a cólera do Senhor inflamou-se contra Oza, Deus feriu-o por causa da sua imprudência, e Oza morreu ali mesmo, perto da arca de Deus» (antigo II Rs – II Sam 6, 6-7).
Os painéis que ladeiam o arcaz são de menores dimensões e alusivos à Irmandade dos pescadores: Barco recolhendo as redes de pesca e Caravela com custódia. Na inscrição correspondente a este último lê-se: QVASI NAVIS INSTITORIS DE LONGE PORTANS PANEM SVVM – «Semelhante ao navio do mercador, manda vir o seu pão de longe» (Pr 31, 14).
Encimando o arcaz, as telas laterais, encaixilhadas em molduras com motivos de chinoiserie,.representam duas aparições de Cristo ressuscitado, uma delas em ambiente marítimo.
O tecto, em abóbada de berço, está também decorado com motivos eucarísticos e com o escudo de armas de Portugal.

 

 

Cantinho de Maria
 

Avisos

27 de Novembro
Adoração do Santíssimo. Igreja da Ressureição, das 15.00h às 18.00h.
 
2 de Dezembro
Reunião dos ministros da Comunhão. Igreja Paroquial, 21.30h.
 
4 de Dezembro
Adoração do Santíssimo. Igreja da Ressureição, das 15.00h às 18.00h.
 

Mais Avisos...


 
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