Caminhada Paroquial em etapas - Centenário de Fátima

 
Em ano de Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, a Paróquia propõe uma caminhada espiritual e comunitária com Maria, por etapas.
 
Todos os meses, até outubro, no domingo mais próximo do dia 13, será apresentado um excerto do diálogo de Nossa Senhora com os Pastorinhos na aparição desse mês. Haverá ainda uma reflexão baseada em palavras do Papa, bem como uma proposta concreta de ação, que pode ser espiritual ou material.
 
 
Nas missas desse domingo, será lido um excerto da respetiva aparição desse mês e rezada uma Ave Maria em comunidade.
 
 
O resto da proposta (reflexão + ação concreta) estará disponível na folha informativa dessa semana, no site e página de Facebook da Paróquia, e poderá ser desenvolvida e concretizada ao longo do mês, individualmente ou em família.
 
Até outubro, junto à imagem de Nossa Senhora de Fátima, estará ainda uma caixa fechada onde cada um é convidado a colocar uma intenção de oração pessoal e a pedir a intercessão de Maria.
 
 
No mês seguinte, essas intenções serão colocadas no altar, podendo a Paróquia rezar em conjunto por elas.
 
 
 
 
Etapa 5 Peregrinos com Maria -Setembro
Da quinta Aparição – 13 de setembro 1917, Cova da Iria
“ Ao aproximar-se a hora, lá fui, com a Jacinta e o Francisco, entre numerosas pessoas que a custo nos deixavam andar. As estradas estavam apinhadas de gente. Vinham prostrar-se, de joelhos, diante de nós, pedindo que apresentássemos a Nossa Senhora as suas necessidades
Chegámos, por fim, à Cova de Iria, junto da carrasqueira e começamos a rezar o terço com o povo. Pouco depois, vimos o reflexo da luz e a seguir Nossa Senhora sobre a azinheira. – Continuem a rezar o terço, para alcançarem o fim da guerra. – Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, dum surdo-mudo. – Sim, alguns curarei; outros não. Em Outubro farei o milagre, para que todos acreditem. E começando a elevar-se, desapareceu como de costume.”

O Papa diz-nos (Saudação aos doentes no final da Eucaristia de 13 de maio, Cova da Iria)
O Senhor sempre nos precede: quando passamos através dalguma cruz, Ele já passou antes. Na sua Paixão, tomou sobre Si todos os nossos sofrimentos. Jesus sabe o que significa o sofrimento, compreende-nos, consola-nos e dá-nos força. Isto é o mistério da Igreja: a Igreja pede ao Senhor para consolar os atribulados como vós e Ele consola-vos, mesmo às escondidas; consola-vos na intimidade do coração e consola com a fortaleza.

Diante dos nossos olhos, temos Jesus escondido mas presente na Eucaristia, como temos Jesus escondido mas presente nas chagas dos nossos irmãos e irmãs doentes e atribulados.O cristão adora Jesus, o cristão procura Jesus, o cristão sabe reconhecer as chagas de Jesus.

O Papa interpela-nos (Saudação aos doentes no final da Eucaristia de 13 de maio, Cova da Iria)
 Queridos doentes, vivei a vossa vida como um dom e dizei a Nossa Senhora, como os Pastorinhos, que vos quereis oferecer a Deus de todo o coração. Não vos considereis apenas recetores de solidariedade caritativa, mas senti-vos inseridos a pleno título na vida e missão da Igreja. A vossa presença silenciosa mas mais eloquente do que muitas palavras, a vossa oração, a oferta diária dos vossos sofrimentos em união com os de Jesus crucificado pela salvação do mundo, a aceitação paciente e até feliz da vossa condição são um recurso espiritual, um património para cada comunidade cristã. Não tenhais vergonha de ser um tesouro precioso da Igreja…
Confiai-Lhe as vossas dores, os vossos sofrimentos, o vosso cansaço. Contai com a oração da Igreja que de todo o lado se eleva ao Céu por vós e convosco. Deus é Pai e nunca vos esquecerá.

Também nós…
Procuremos compreender e imitar as vidas dos pastorinhos vivendo a vida, com tudo o que ela tem de alegria e de sofrimento, em atitude de oferta ao Senhor. Façamos uma oferta para contribuir para o pagamento de medicamentos de doentes da nossa comunidade, com mais dificuldades. Confiemos a Maria os nossos irmãos doentes e atribulados, em especial os da nossa comunidade.
 
 
ETAPA 4 Peregrinos com Maria- Agosto
 
Da Quarta Aparição – 19 de Agosto de 1917, Valinhos
“Que é que Vossemecê me quer?
– Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13, que continueis a rezar o Terço todos os dias. No último mês, farei o milagre para que todos acreditem. (…)
E tomando um aspeto mais triste:
– Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios por os pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas.»

O Papa diz-nos (Homilia Missa 13 de maio 2017, Cova da Iria)
«Mas Ela, antevendo e advertindo-nos para o risco do Inferno onde leva a vida – tantas vezes proposta e imposta – sem-Deus e profanando Deus nas suas criaturas, veio lembrar-nos a Luz de Deus que nos habita e cobre, pois «o filho foi levado para junto de Deus» (Ap 12, 5). E, no dizer de Lúcia, os três privilegiados ficavam dentro da Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora. Envolvia-os no manto de Luz que Deus Lhe dera. No crer e sentir de muitos peregrinos, se não mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de Luz Omelia 13 maggio que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe para Lhe pedir, como ensina a Salve Rainha, «mostrai-nos Jesus». Queridos peregrinos, temos Mãe. Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus, pois, como ouvíamos na Segunda Leitura, «aqueles que recebem com abundância a graça e o dom da justiça reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo».

O Papa interpela-nos (Saudação inicial 12 de maio, Cova da Iria)
«Grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma em primeiro lugar que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor – como mostra o Evangelho – que são perdoados pela sua misericórdia! Devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia. Naturalmente a misericórdia de Deus não nega a justiça, porque Jesus tomou sobre Si as consequências do nosso pecado juntamente com a justa pena. Não negou o pecado, mas pagou por nós na Cruz. Assim, na fé que nos une à Cruz de Cristo, ficamos livres dos nossos pecados; ponhamos de lado qualquer forma de medo e temor, porque não se coaduna em quem é amado (cf. 1 Jo 4, 18)».
 
ETAPA 3 Peregrinos com Maria- Julho

Da Terceira Aparição – 13 de julho 1917, Cova da Iria
“Quero que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra.”
«– Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas se não deixarem de ofender a Deus, …, começará outra pior. Quando virdes …uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal…da guerra, da fome e das perseguições à igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração …a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora dos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos …terão paz. Senão, haverá guerras e perseguições à igreja; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu imaculado coração triunfará. Será concedido ao mundo algum tempo de paz. “.

O Papa diz-nos (Saudação inicial 12 de maio, Cova da Iria)
Sinto que Jesus vos confiou a mim e, a todos, abraço e confio a Jesus, «principalmente os que mais precisarem» - como Nossa Senhora nos ensinou a rezar (Aparição de julho). Que Ela, Mãe doce e solícita de todos os necessitados, lhes obtenha a bênção do Senhor! Sobre cada um dos deserdados e infelizes a quem roubaram o presente, dos excluídos e abandonados a quem negam o futuro, dos órfãos e injustiçados a quem não se permite ter um passado, desça a bênção de Deus encarnada em Jesus Cristo: «O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça! O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz»

O Papa interpela-nos (Homilia 13 de maio, Cova da Iria)
Nas suas Memórias (III, n. 6), a Irmã Lúcia dá a palavra à Jacinta que beneficiara duma visão: «Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre numa Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com ele?»
Irmãos e irmãs (…) Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas. Sob o seu manto, não se perdem; dos seus braços, virá a esperança e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados. Queridos irmãos, rezamos a Deus com a esperança de que nos escutem os homens; e dirigimo-nos aos homens com a certeza de que nos vale Deus.
Também nós…
Rezemos pelo Santo Padre e pelos cristãos perseguidos. Este mês, confiemos também a Maria os que sofrem, em especial as vítimas dos incêndios recentes.
 
ETAPAS 1 e 2 - Maio e Junho (este mês, excepcionalmente, serão duas aparições)
 
Da Primeira Aparição – 13 de maio 1917, Cova da Iria
«– Não tenhais medo! Eu não vos faço mal!
– De onde é Vossemecê? – lhe perguntei.
– Sou do Céu.
– E que é que Vossemecê me quer?
– Vim para vos pedir que venhais aqui, seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora. Quereis oferecer-vos a Deus?
 
Da Segunda Aparição – 13 de junho 1917, Cova da Iria
«– Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.»
 
O Papa diz-nos (Homilia 13 de maio, Cova da Iria)
 
“Temos Mãe! Uma «Senhora tão bonita»: comentavam entre si os videntes a caminho de casa, naquele abençoado dia 13 de maio de há 100 anos. E, à noite, Jacinta não se conteve e desvendou o segredo à mãe: «Hoje vi Nossa Senhora». Tinham visto a Mãe do Céu. Pela esteira que seguiam os seus olhos, se alongou o olhar de muitos, mas… estes não A viram. A Virgem Mãe não veio aqui, para que A víssemos; para isso teremos a eternidade toda”.
 
O Papa interpela-nos (Capelinha das Aparições, 12 de Maio)
 
“Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho. Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes (…) Esta dinâmica de justiça e ternura, de contemplação e caminho ao encontro dos outros é que faz d’Ela um modelo (…) Possamos, com Maria, ser sinal e sacramento da misericórdia de Deus que perdoa sempre, perdoa tudo. Tomados pela mão da Virgem Mãe e sob o seu olhar, podemos cantar com alegria as misericórdias do Senhor. Podemos dizer-Lhe: A minha alma canta para Vós, Senhor! A misericórdia que usastes para com todos os vossos santos e com todo o vosso povo fiel também chegou a mim.”
 
Também nós…
 
Perdoar as ofensas é das obras de misericórdia mais difíceis de praticar mas que nos torna mais semelhantes a Deus porque Ele perdoa sempre perante o arrependimento sincero. Se Deus nos dá sempre oportunidade de recomeçar, que a Sua misericórdia nos faça aceitar o Seu perdão e procurar o perdão do outro. Procuremos reconciliar-nos com Deus, dar um passo no sentido de nos reconciliarmos com alguém, ou perdoar interiormente alguém que nos ofendeu.